Ago
31

Sabe aquelas resenhas de livros que você vê aqui? Pois é, essas e muitas outras resenhas que tenho publicado estarão a partir de hoje em um único site: o Justale Resenhas de Livros! Acessem e confiram: http://www.justale.com.br/livros. Vocês também querem escrever no site? Então sem problemas, criei um espaço para vocês escreverem suas resenhas !
Divulgaremos os blogs de quem participar! :)

Vejam abaixo, telinha em miniatura do site. Aguardo vocês lá.

Ago
20

O Castelo BrancoGanhei este livro no sábado passado! Não resisti e o aninhei em meus braços. De onde ele só saiu depois de proferir o último caracter: ponto. E pronto, me emocionei…. Magnífico seria pouco para descrevê-lo…

Amo a maneira como Orhan Pamuk escreve! Seu estilo me lembra muito o do escritor italiano Ítalo Calvino, que adoro. Há muitas coisas nas entrelinhas desse livro, que me fizeram amá-lo ainda mais. E um questionamento que ecoa o tempo todo: o que faz as pessoas serem como são? Contarei tudo na resenha e nos comentários abaixo. Deleitem-se!

Resenha:
O castelo Branco é o romance de estréia de Orhan Pamuk no Brasil. A história se passa em pleno século XVII, num mundo de sabedoria e barbárie. E é neste cenário que um italiano viaja tranqüilamente de Veneza para Nápoles, até seu navio ser capturado por piratas turcos. Devido aos seus conhecimentos, ele escapa de ser morto pelos turcos, porém, acaba sendo comprado como escravo por um paxá, que o dá de presente para Hoja, um estudioso turco conhecido como o Mestre. Quando Hoja e o escravo se encontram, há um choque inicial: os dois homens são tão parecidos entre si que chegam a se confundir. Sem nunca abandonar a esperança de voltar para a Itália, o veneziano ensina para Hoja tudo o que aprendera no seu país. A intrincada tapeçaria da trajetória dos dois, de obscuros curiosos de província a conselheiros diretos do sultão da Turquia, encobre um estudo delicado e complexo das relações entre a Europa e a Turquia. Mas a principal investigação de Pamuk nesta narrativa fluida e criativa é sobre a questão ancestral que perturba Hoja e ecoa em todos nós: o que, afinal, forma a nossa identidade e define quem somos?

Minhas impressões sobre o livro

Enquanto lemos O Castelo Branco é possível fazer uma comparação entre o caráter do ser humano no século XVII e hoje, notando que pouca coisa mudou. Este livro é na verdade uma fábula entre diferentes culturas e a essência humana, com todos os seus dramas, inseguranças, defeitos e pontos positivos. Mostra que todos nós somos um pouco contraditórios e que o ser humano que é capaz de cometer as piores barbáries, também pode ser responsável pelos mais belos atos de compaixão. Me apaixonei pela maneira de escrever de Pamuk desde que li o livro “Neve” e me identifiquei - em alguns pontos - com o protagonista, o poeta Ka (um trocadilho com “Kars”, nome da cidade na Turquia onde a história se passa). Seus personagens quase sempre são nostálgicos e solitários e os diálogos são magníficos, principalmente para quem adora a cultura turca. Cultura pela qual passei a me interessar desde que comecei a fazer dança do ventre (no ano de 2000). E Orhan Pamuk é provavelmente um dos maiores representantes dessa cultura.

Algumas passagens magníficas do livro:

Muitos acreditam que nenhum destino é determinado com antecedência, e que todas as histórias pessoais são essencialmente uma cadeia de coincidências. E, no entanto, mesmo os que assim pensam, muitas vezes chegam à conclusão, quando olham para trás, que acontecimentos vistos no passado como produto do acaso eram, na realidade, inevitáveis.”

Ele se fora para Veneza em meu lugar, casara com a minha noiva, e durante as festas ninguém descobrira que ele não era eu.”

Estava com medo de fazer papel ridículo, e até perguntou, de brincadeira: se escrevermos juntos, não poderemos, também, contemplar-nos juntos no mesmo espelho?”

Uma pessoa deve amar a vida que escolheu o bastante para chamá-la sua até o fim.”

Talvez derrota fosse admitir a superioridade dos outros e procurar copiá-los.”

Acabei de escrever no “Visão de Marketing” a resenha e um resumão desse livro maravilhoso e indispensável para quem trabalha com administração, marketing, inteligência de mercado, tecnologia…. Aproveite! Veja aqui a resenha! :)

Out
03
Escrito em 03-10-2007

Resenha do livro “Neve” também em versão áudio. Gravei para que você possa armazenar no seu computador, carregar para o iPod, mp3 players, etc.; e ouvir a resenha enquanto vai para o trabalho, num intervalo ou mesmo antes de dormir.

Link para a resenha em formato áudio

Out
02
Escrito em 02-10-2007
Categorias: Resenhas de Livros

Neve, de Orhan PamukO livro Neve relata a história do poeta e jornalista turco Ka. Exilado político (devido aos seus dias de esquerdista na juventude), Ka se vê obrigado a fugir para a Alemanha. Doze anos depois de uma vida solitária naquele país, ele retorna à Turquia para assistir ao enterro de sua mãe, em Istambul. Aproveitando a viagem, Ka decide visitar sua cidade natal “Kars” (que significa neve, em turco). Aliás, as semelhanças entre “Ka” e “Kars” não são apenas de grafia, pois ao longo do romance, é possível notar semelhanças entre a neve e os estados psicológicos do personagem Ka. Magnífico!

Ao povo de Kars, Ka explica que decidiu voltar à cidade na condição de repórter, para cobrir as eleições municipais e investigar a onda de suicídios entre jovens muçulmanas que especula-se, esteja ligada à proibição do uso do manto (lenço que cobre o cabelo e que tornou-se um símbolo do “Islã político”) nas escolas. No fundo, Ka sabe que o que o trouxe à Kars foi o desejo de encontrar-se com a misteriosa Ïpek, sua paixão desde a juventude.

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