Estava relendo o livro “Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes”, de Stephen Covey, quando me deparei com uma brilhante (e verídica) história que ilustra bem o quanto a arrogância e uma percepção limitada das situações podem prejudicar nossa vida. No exemplo abaixo, elas poderiam ter custado a vida do capitão e de toda a tripulação de um navio de guerra.

A história foi relatada por Frank Koch na revista Proceedings.

“Conta-se que um capitão estava no comando de um navio de guerra, em missão de treinamento; e o tempo, na ocasião, estava muito ruim, sendo a visibilidade quase nula, devido a um terrível nevoeiro. Um vigia do navio, em alerta dado ao capitão, afirmou ter visto uma luz parada e próxima do navio. Pelos cálculos do capitão, isso significava que o navio estava em rota de colisão com outro.

Imediatamente, ele pediu ao sinaleiro que enviasse um recado exigindo que o outro navio alterasse seu curso em 20 graus, pois estava em rota de colisão. Do outro lado, a resposta que veio foi a seguinte: “É melhor vocês alterarem o curso em 20 graus”. O capitão, furioso, pediu ao sinaleiro que enviasse nova mensagem, dizendo que quem estava falando era o capitão e que ele exigia que o navio alterasse a rota em 20 graus. Do outro lado, nova resposta: “Aqui é um marinheiro de segunda classe. É melhor vocês alterarem o curso em 20 graus”. Completamente enfurecido, o capitão pediu ao sinaleiro que enviasse nova mensagem: “Este é um navio de guerra. Mude o curso em 20 graus”. Do outro lado, a mensagem recebida fora: “Este é um farol terrestre”.

Imediatamente, depois dessa resposta, o capitão mudou a rota do navio”.

;)

Out
17
Escrito em 17-10-2007
Categorias: Comportamento

Humans and RobotsEpa! Eu não! Mas a frase acima pode vir a ser comum ainda neste século. Pelo menos é o que alguns pesquisadores em Inteligência Artificial afirmam. Entre eles, o britânico “David Levy“, que terminou recentemente seu Ph.D sobre as relações entre humanos e robôs, com um trabalho intitulado “Intimate Relationships with Artificial Partners” (Relações íntimas com parceiros artificiais).

O que acontece é que os robôs estão ficando tão semelhantes com os humanos, tanto física quanto psicologicamente, que será difícil distinguir entre um e outro e muitas pessoas vão se apaixonar, fazer sexo e até se casar com um robô. Além do fato de as pessoas poderem programar os robôs da maneira que mais lhes interessa.
Blade Runner total!
Para vocês terem uma idéia, há cerca de 40 anos cientistas perceberam que alguns estudantes ficavam muito atraídos pelo “Eliza“, um software criado para responder perguntas e que imitava um psicoterapeuta. Freud explica… :D

O que eu, Justale, penso sobre isso:
Para mim isso demonstra a fragilidade e/ou preguiça que algumas pessoas tem de lidar com seus pares. Humanos são imprevisíveis, não se pode programá-los. Humanos tem sonhos, desejos e medos diferentes. Humanos são, sobretudo, diferentes uns dos outros. E é nisso que reside a maravilha que chamamos de humanidade.

Sentimento programável para mim, cheira a plástico. É vazio, oco, sem sentido. Eu quero alguém para sorrir, chorar, por vezes discordar e, depois de um bate-papo, mudar de opinião ou não. Alguém para aprender, para crescer junto, com todas as diferenças e semelhanças. Mas claro, é muito mais fácil conviver com um robô programado para gostar, desejar, sonhar e ter os mesmos medos que nós. O amor precisa ser conquistado e não programado. Caso contrário, o preço pode ser uma relação tão sem graça e insossa como placas de circuitos.

Fontes da notícia: Terra Tecnologia e Site LifeScience

Notícia enviada pelo leitor Rafael Venancio. Obrigada!

Fechar
  • Social Web
  • E-mail
Envar por E-mail