Epa! Eu não! Mas a frase acima pode vir a ser comum ainda neste século. Pelo menos é o que alguns pesquisadores em Inteligência Artificial afirmam. Entre eles, o britânico “David Levy“, que terminou recentemente seu Ph.D sobre as relações entre humanos e robôs, com um trabalho intitulado “Intimate Relationships with Artificial Partners” (Relações Ãntimas com parceiros artificiais).
O que acontece é que os robôs estão ficando tão semelhantes com os humanos, tanto fÃsica quanto psicologicamente, que será difÃcil distinguir entre um e outro e muitas pessoas vão se apaixonar, fazer sexo e até se casar com um robô. Além do fato de as pessoas poderem programar os robôs da maneira que mais lhes interessa.
Blade Runner total!
Para vocês terem uma idéia, há cerca de 40 anos cientistas perceberam que alguns estudantes ficavam muito atraÃdos pelo “Eliza“, um software criado para responder perguntas e que imitava um psicoterapeuta. Freud explica… :D
O que eu, Justale, penso sobre isso:
Para mim isso demonstra a fragilidade e/ou preguiça que algumas pessoas tem de lidar com seus pares. Humanos são imprevisÃveis, não se pode programá-los. Humanos tem sonhos, desejos e medos diferentes. Humanos são, sobretudo, diferentes uns dos outros. E é nisso que reside a maravilha que chamamos de humanidade.
Sentimento programável para mim, cheira a plástico. É vazio, oco, sem sentido. Eu quero alguém para sorrir, chorar, por vezes discordar e, depois de um bate-papo, mudar de opinião ou não. Alguém para aprender, para crescer junto, com todas as diferenças e semelhanças. Mas claro, é muito mais fácil conviver com um robô programado para gostar, desejar, sonhar e ter os mesmos medos que nós. O amor precisa ser conquistado e não programado. Caso contrário, o preço pode ser uma relação tão sem graça e insossa como placas de circuitos.
Fontes da notÃcia: Terra Tecnologia e Site LifeScience
NotÃcia enviada pelo leitor Rafael Venancio. Obrigada!